
Na parte da tarde do dia 8 de Setembro, os participantes do Encontro debruçaram-se sobre o capítulo da exclusão do próprio matrimónio (cân. 1101 §2 CIC), com um caso prático proposto pelo Rev. Pe. Dr. Pedro Miranda, Vigário Judicial da Diocese de Coimbra.
Depois de uma introdução sobre a doutrina canónica relativa a este capítulo de nulidade, o trabalho procedeu com a reunião dos grupos e a discussão final.
Foi uma discussão animada, que abrangeu vários pontos de vista, e se focou, sobretudo, no valor probatório a atribuir à confissão das Partes nos processos de declaração de nulidade do matrimónio.







Foi ao senhor Bispo da diocese das Forças Armadas e Segurança que coube a tarefa de abrir o XI Encontro de Causas Matrimoniais promovido pela Associação Portuguesa de Canonistas e que decorreu em Fátima entre os dias 6-9 de Setembro com o tema: “Fundamentos Biblico-teológicos da Justiça”.“O princípio e origem da justiça vem da equidade, começou or afirmar o bispo das Forças Armadas, citando um autor da Antiguidade, Lactâncio, cujo pensamento foi depois desenvolvido por Ulpiano que já define a justiça como “aquilo que é devido a cada um”.Depois de percorrer alguns autores cristãos como S. Agostinho e S. Tomás de Aquino, D. Manuel Linda centrou-se na Bíblia passando pelo AT onde a justiça é formulada como uma relação do homem com Deus e dos homens entre si. Mas, acentuou o prelado: “a iniciativa é sempre de Deus, é Ele que nos faz justos, isto é unidos a Cristo, fonte de toda a justificação (S. Paulo). Por isso, continuou o Sr. Bispo: “A justiça no mundo só pode ser milagre da graça libertadora de Deus”.Para responder a esta justiça de Deus, os cristãos edificam a justiça na medida em que se comprometem com a verdade libertadora da fé transmitida e vivida na Igreja.E continuou o Bispo: “É a fé em Cristo – actuação da justiça de Deus – que aproxima os cristãos dos oprimidos e das vítimas de todas as injustiças…. Porque os nossos direitos não nascem das nossas capacidades mas das nossas necessidades (Sir 34, 18-22).E concluiu: “Esse é o desígnio de Deus sobre o mundo…. E esse desígnio chama-se justiça!”