XI Encontro nacional para juristas

3122b

De 5 a 8 de Setembro de 2018, a Associação Portuguesa de Canonistas organiza o XI Encontro Nacional de Juristas. Estes encontros têm como objectivo tratar um conjunto de temas que, pela sua pertinência, quer canónica, quer civil, sejam úteis à reflexão dos presentes.

O programa deste encontro contempla um conjunto variado de temáticas, desde a liberdade religiosa, questões ligadas ao direito processual e matrimonial, bem como temas de direito administrativo-canónico.

O Encontro, que tem como coordenador o Juiz Cons. Dr. José Joaquim Almeida Lopes, e como responsáveis do Secretariado o Rev. Pe. Daniel Jorge da Silva Rodrigues e a Sra. Ermelinda Pereira, terá lugar no Seminário do Verbo Divino, em Fátima (junto à Rotunda Norte).

Para inscrições e mais informações, pode ser consultado o programa completo AQUI >>

Anúncios

Alteração do local do próximo Encontro da APC

A Direção da Associação Portuguesa de Canonistas informa que, devido a problemas logísticos, a sede do próximo Encontro promovido pela APC, que terá lugar entre 5 e 8 de Setembro de 2018, será no Seminário do Verbo Divino (junto à Rotunda Norte), em Fátima, (e não na Casa de N. S. do Carmo, como estava inicialmente previsto).

O programa definitivo do Encontro será dado a conhecer num futuro próximo.

A Direção lamenta qualquer inconveniente que esta situação possa causar.

Prof. Julio Manzanares Marijuán (1932-2018): voto de pesar da Direção da APC

A Universidade Pontifícia de Salamanca informou, através do seu site, no dia 23 de Janeiro passado, o falecimento do Rev. Prof. Julio Manzanares Marijuán, professor catedrático daquela Universidade, da qual foi Reitor e Decano da Faculdade de Direito Canónico.

A Direção da Associação Portuguesa de Canonistas associa-se ao pesar da família e da comunidade académica da Universidade Pontifícia de Salamanca, e realça o papel relevante que o Prof. Julio Manzanares teve na formação de um elevado número de canonistas no nosso país, muitos deles, sócios da APC.

XI Encontro sobre causas matrimoniais

_U0A8545

A Associação Portuguesa de Canonistas promoveu, entre 6 e 9 de Setembro de 2017, o XI Encontro sobre causas matrimoniais, que teve lugar na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima. No Encontro participaram cerca de 60 pessoas, entre juristas civis e canónicos, e tinha, como principal objectivo, aprofundar vários temas de Direito canónico, quer numa perspectiva teórica, quer numa vertente mais prática.

No dia 7 de Setembro, após as palavras de abertura do Presidente da Associação, Rev. Pe. Dr. Manuel Joaquim Estêvão Rocha, Vigário Geral e Judicial de Aveiro, coube a S. Ex.cia o Sr. D. Manuel da Silva Rodrigues Linda, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, proferir a primeira das conferências, subordinada ao tema: “Fundamentos Bíblico-teológicos da justiça”. Citando vários autores e muitas passagens bíblicas, quer do Antigo, como do Novo Testamento, o Sr. D. Manuel Linda foi delineando várias perspectivas da virtude da justiça, afirmando, entre outras coisas, que os cristãos edificam a justiça na medida em que se comprometem com a verdade libertadora da fé transmitida e vivida na Igreja.”

Continuar a ler

Conclusão do Encontro sobre causas matrimoniais

Ao final da manhã do dia 9 de Setembro de 2017, o Rev. Pe. Dr. Manuel Joaquim Estêvão Rocha, Presidente da Associação Portuguesa de Canonistas, encerrou o Encontro nacional sobre causas matrimoniais, que reuniu cerca de sessenta participantes, juristas do foro civil e canónico, de todo o país.

Antes das suas palavras, o Pe. Dr. Manuel Joaquim Rocha deu a palavra, quer ao Pe. António Bengui, da Arquidiocese de Luanda (Angola) e ao Pe. Doutor António Carlos Santana (Brasil), que ilustraram alguns aspectos sobre a situação da aplicação do direito canónico e do processo matrimonial nos respectivos países.

Nas suas palavras com que encerrou o Encontro, o Presidente agradeceu a presença de todos e, de um modo particular, a colaboração daqueles que apresentaram os temas e os casos práticos. Uma palavra de especial reconhecimento ao Rev. Pe. Dr. José Maria Coelho, Coordenador do Encontro, cujo diligente e eficaz desempenho permitiu que os trabalhos decorressem com normalidade e proveito para todos, no qual foi coadjuvado pela Dra. Raquel, a quem todos estamos muito agradecidos. O Rev. Pe. Dr. Manuel Joaquim Rocha recordou, ainda, umas palavras preferidas por S. Ex. o Sr. D. Manuel Linda, que desafiou todos os juristas a procurarem viver e pôr em prática a virtude da justiça.

O processo mais breve diante do Bispo, por Cón. Doutor Ricardo Ferreira

Os participantes do Encontro, na manhã do dia 9 de Setembro, debruçaram-se sobre um caso prático relativo a um processo mais breve diante do Bispo, uma das principais novidades da reforma do processo de declaração de nulidade determinadas por S. S. o Papa Francisco.

O tema foi apresentado pelo Rev. Cón. Doutor Ricardo Ferreira, Vigário Judicial do Tribunal Patriarcal de Lisboa, que fez uma breve e concisa exposição dos aspectos processuais mais relevantes. Seguiu-se a discussão do caso prático por grupos, o que permitiu uma troca de impressões que foi muito útil a todos os participantes. Por fim, os grupos manifestaram, em plenário, as conclusões de cada um dos grupos e, por fim, o Pe. Doutor Ricardo Ferreira, abordou os aspectos mais indicativos do caso, respondendo a alguns dos elementos levantados durante a discussão.

O processo mais breve e o caso prático apresentado foram extremamente úteis para perceber as complexidades práticas que esta forma de processo implicam.

“A exclusão do próprio matrimónio, pelo Rev. Pe. Dr. Pedro Miranda

Na parte da tarde do dia 8 de Setembro, os participantes do Encontro debruçaram-se sobre o capítulo da exclusão do próprio matrimónio (cân. 1101 §2 CIC), com um caso prático proposto pelo Rev. Pe. Dr. Pedro Miranda, Vigário Judicial da Diocese de Coimbra.

Depois de uma introdução sobre a doutrina canónica relativa a este capítulo de nulidade, o trabalho procedeu com a reunião dos grupos e a discussão final.

Foi uma discussão animada, que abrangeu vários pontos de vista, e se focou, sobretudo, no valor probatório a atribuir à confissão das Partes nos processos de declaração de nulidade do matrimónio.