A Associação Portuguesa de Canonistas organiza, no próximo mês de Setembro, o XII Encontro Nacional para juristas. O programa do Encontro, que decorrerá entre os dias 2 e 5 de Setembro, abarca um conjunto de temas actuais que vão desde a reflexão sobre a ideologia do género e as suas possíveis consequências na reflexão cristã e jurídica até outros aspetos mais estritamente jurídicos, como o Acordo entre a Santa Sé e a República Popular de Angola.
O coordenador do Encontro, cujo programa completo segue em baixo, é o Pe. Dr. José Maria Coelho, enquanto que os serviços de Secretariado estão a cargo do Pe. Dr. Daniel Rodrigues e da D.ª Ermelinda Pereira. O Encontro terá lugar em Fátima, na Casa de Nossa Senhora do Carmo.
Os detalhes dos preços de alojamento e para a inscrição também podem ser encontrados em baixo.
PROGRAMA
2 de Setembro de 2020
19:30 – Acolhimento seguido de jantar (para quem o pedir) dos participantes
3 de Setembro de 2020
Tema: “Homem e mulher: à luz da criação”.
| 09.30 horas | ̶ | “Deus os criou: Homem e Mulher”
D. António Couto, Bispo de Lamego |
| 11.30 horas | ̶ | «Antropologia Cristã»
D. António Couto, Bispo de Lamego |
| 16.00 horas | ̶ | «O acordo entre a Santa Sé e a República Popular de Angola», pelo P. Doutor Frei Adão Maximiano, franciscano capuchinho, negociador do Acordo. |
| 17.30 horas | ̶ | “Ideologia de género: hermafroditismo e outros transtornos”
Doutora Margarida Neto, psiquiatra. |
4 de Setembro de 2020
Tema: “A Ideologia de Género: questões jurídicas”
| 09.30 horas | ̶ | «O que é a Ideologia de Género»
Dr.ª Isilda Pegado, jurista e presidente da Federação Portuguesa pela Vida |
| 11.30 horas | ̶ | “A ideologia de Género e a realidade Portuguesa”
Dr.a Isilda Pegado, jurista e presidente da Federação Portuguesa pela Vida |
| 16.00 horas | ̶ | «Ideologia de Género e a liberdade religiosa», pelo Doutor Pedro Vaz Patto, juiz Desembargador |
| 17.30 horas: | ̶ | “Ideologia de Género e a objeção de consciência”, pelo Doutor Pedro Vaz Patto, juiz Desembargador |
5 de Setembro de 2020
Tema: Ideologia de Género e Casamento canónico
| 09.30 horas | ̶ | «Casamento Canónico e a cultura», pelo P. Doutor Juan Ignacio Bañares, Prof. da Universidade de Navarra |
| 11.30 horas | ̶ | «Casamento Canónico e Ideologia de Género. Que respostas?», pelo P. Doutor Juan Ignacio Bañares, Prof. da Universidade de Navarra |
| 12:45 horas | ̶ | ENCERRAMENTO DO ENCONTRO |
Local: Casa de Nossa Senhora do Carmo – Santuário de Fátima
Inscrição: Até 15 de Julho (para alojamento)
€ 55,00 (para sócios da APC e estudantes € 40,00)
Diária: € 40,00 (a pagar na altura do Encontro)
Enviar para: Pe. Dr. Daniel Jorge da Silva Rodrigues
Rua da Torre, 116
4925-430 LANHESES
Telef. 258 732 670 / Telm. 960 364 332 (D. Ermelinda Pereira)












Foi ao senhor Bispo da diocese das Forças Armadas e Segurança que coube a tarefa de abrir o XI Encontro de Causas Matrimoniais promovido pela Associação Portuguesa de Canonistas e que decorreu em Fátima entre os dias 6-9 de Setembro com o tema: “Fundamentos Biblico-teológicos da Justiça”.“O princípio e origem da justiça vem da equidade, começou or afirmar o bispo das Forças Armadas, citando um autor da Antiguidade, Lactâncio, cujo pensamento foi depois desenvolvido por Ulpiano que já define a justiça como “aquilo que é devido a cada um”.Depois de percorrer alguns autores cristãos como S. Agostinho e S. Tomás de Aquino, D. Manuel Linda centrou-se na Bíblia passando pelo AT onde a justiça é formulada como uma relação do homem com Deus e dos homens entre si. Mas, acentuou o prelado: “a iniciativa é sempre de Deus, é Ele que nos faz justos, isto é unidos a Cristo, fonte de toda a justificação (S. Paulo). Por isso, continuou o Sr. Bispo: “A justiça no mundo só pode ser milagre da graça libertadora de Deus”.Para responder a esta justiça de Deus, os cristãos edificam a justiça na medida em que se comprometem com a verdade libertadora da fé transmitida e vivida na Igreja.E continuou o Bispo: “É a fé em Cristo – actuação da justiça de Deus – que aproxima os cristãos dos oprimidos e das vítimas de todas as injustiças…. Porque os nossos direitos não nascem das nossas capacidades mas das nossas necessidades (Sir 34, 18-22).E concluiu: “Esse é o desígnio de Deus sobre o mundo…. E esse desígnio chama-se justiça!”